[Resenha] Quando a Luz Apaga


Título Original: Quando a Luz Apaga
Autor: Gustavo Ávila
Editora: Verus
Páginas: 476
Ano Lançamento: 2019

Novo livro do autor de O sorriso da hiena. Quando supostos desaparecimentos de moradores de rua chegam ao conhecimento de Artur Veiga, o detetive inicia uma investigação própria para comprovar os fatos, já que não há indícios concretos sobre os crimes. Sem desconfiar que havia um plano maior por trás da série de desaparecimentos, Artur se vê diante de um caso mais complexo do que imaginava, que o desafia em uma trabalhosa busca, levando-o para dentro de uma realidade que sobrevive às margens da vida cotidiana. Enquanto o detetive busca encontrar a verdade, um criminoso tem como objetivo expô-la, movido pelas engrenagens da própria sociedade que o criou. Dentro dela, as normas sociais limitam a felicidade, demonizam os desejos individuais e buscam oprimir o sentimento livre, utilizando o discurso da decadência de valores para solidificar os moldes de uma sociedade reprimida e adestrada.
Impressões:

Gustavo Ávila mais uma vez prova o seu talento, desenvoltura e habilidade com uma história envolvente, perturbadora e assustadora.

A premissa de toda história começa quando moradores de rua começam desaparecer de forma misteriosa, sem deixar nenhum rastro ou pistas. É nesse ponto que o detetive Artur Veiga entra em ação por contra própria para desvendar todo esse mistério.

Vale ressaltar para o leitor que o detetive aparece no primeiro livro do autor, “O Sorriso da Hiena”, porém! Isso não interfere em cada com essa nova obra, são duas histórias isoladas.

Sem indícios concretos, Artur Veiga depara-se com um plano ainda maior e complexo, formando um imenso quebra cabeça do qual o detetive precisara encaixar minúsculos fragmentos.

Gustavo Ávila transforma seu novo livro em um grande vaso quebrado, após isso, junta todos os “cacos” e cria uma nova forma para o utensílio. São personagens distintos que vão formando um elo de ligação no decorrer de toda história.

Outro destaque importante do autor é com sua escrita fluída e intensa. O enredo conta com detalhes minuciosos, sem deixar uma leitura cansativa, muito pelo contrário, possuindo um dinamismo conforme o leitor vai entrando de cada vez mais fundo em toda trama.

Artur Veiga vai trançando de forma meticulosa o perfil do supostos assassino, montando um gigantesco quebra cabeça, que para um leigo seria impossível de solucionar.

Aviso para os leitores! Não crie vínculos com nenhum personagem, seja primário ou secundário, pois o autor consegue preparar grandes surpresas ao virar de uma página.

Gustavo Ávila levanta inúmeras questões sociais do cotidiano, deixando para o leitor uma reflexão da sociedade como um todo do qual estamos vivendo, ou seja, preocupar somente conosco e deixar o seu semelhante de lado.


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